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Quadrinhos na educação: uma nova forma de aprendizagem

Do "O Diário de Maringá" (adaptado para o Quadrinhada)

Há tempos, se algum aluno levasse um gibi para a sala de aula era repreendido e proibido de ler qualquer coisa que não fosse o livro didático. Com o passar dos anos, as histórias em quadrinhos foram entendidas não apenas como uma leitura exclusiva para as crianças, mas sim como uma forma de entretenimento e aprendizagem, tendo como objetivo transmitir conhecimentos que podem atingir diversos públicos e faixas etárias.
“Este é um gênero com muitas linguagens, o que o torna complexo para produção, porém o que esperamos é que os alunos que já têm contato com a HQ em seu cotidiano leiam e interpretem os quadrinhos em princípio. Depois disso, aos poucos, vão adquirindo mais habilidades para a produção, inserindo elementos novos e mais criativos presentes nas HQs. Assim, ganha níveis de leitura, interpretação e produção acima da média, uma vez que está mobilizando vários recursos de linguagem e icônicos ao mesmo tempo”, destaca Maísa.

“A formação sobre esta temática chegou no momento certo, pois abordou o conteúdo que será aplicado em sala no próximo bimestre. Agora tenho novos subsídios para a produção com as crianças”, conta a professora Isalete Vallim Gaiotto.
A leitura de histórias em quadrinhos é um processo considerado complexo. É preciso decodificar textos, imagens, balões e onomatopeias. Além disso, induz à habilidade de concluir coisas que não estão escritas. Nas HQs, por exemplo, o leitor deduz a ação que é omitida entre um quadrinho e outro.
“Os quadrinhos apresentam um texto agradável para o aluno, seja enquanto leitor ou produtor do gênero, pela diversidade de linguagens de que se vale e por estimular o lado lúdico”, comenta Adélli. Um exemplo disso pode ser encontrado na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008 pelo Instituto Pró-Livro, na qual Mauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, aparece em décimo lugar na lista dos escritores mais admirados pelos leitores, depois de Monteiro Lobato, Jorge Amado e Machado de Assis, por exemplo.
Durante o encontro de capacitação os participantes puderam observar que a sequência de imagens dos quadrinhos permite que a criança compreenda o sentido da história antes mesmo de aprender a ler. Ao fazer isso, ela organiza o pensamento, exercita a capacidade de observação e interpretação, e ainda desenvolve a criatividade.
Diz-se que um bom modo de estimular um hábito é enfatizando o seu lado prazeroso. No caso dos quadrinhos, os textos rápidos associados com imagens, elementos gráficos e a identificação com os personagens são alguns dos fatores que tornam a leitura agradável. Isso pode encorajá-las a ler textos cada vez mais complexos. Alguns pesquisadores defendem que os leitores de quadrinhos também acabam se interessando por outros gêneros de texto.
Ainda vale ressaltar que, para a formação de um leitor competente, capaz de usar a linguagem em diferentes contextos e situações, é preciso dar a ele acesso a variados tipos de leitura. Como explica Maísa, “cada gênero de texto desenvolve habilidades específicas, por isso é importante que a criança tenha disponível diferentes fontes de leitura, como jornal, livros, revistas e também, as HQs.”
Cultura e Entretenimento
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Histórias em quadrinhos podem transmitir um leque bem amplo de informações sobre contextos históricos, sociais ou políticos e ainda assim manter sua característica de entretenimento. Alguns exemplos bem conhecidos são: as aventuras de Asterix – que trazem divertidas referências sobre história antiga, as histórias de Tintim – ricas em indicações geográficas e as tirinhas da questionadora Mafalda – crítica a questões político-sociais da Argentina.

“As HQs costumam abordar temas controversos, sem causar constrangimentos. Por meio do humor trata-se de assuntos que assumem posicionamentos polêmicos, sem que as pessoas sejam punidas pelo que produzem”, ressalta Adélli.
Alguns gêneros se destinam a criação do humor e do riso, a exemplo das crônicas, charges, piadas, cartuns, tiras e textos de opinião com ironia (comuns nos jornais). Um fator determinante para a comédia, nesses casos, é a presença de algo que possibilite, ao menos, duas leituras. As adivinhas representam bem esta característica, a exemplo: ‘Qual o vento que os cachorros mais temem? Furacão’. Nessa questão a palavra furacão tem caráter ambivalente – duas interpretações -, pois permite que se leia furacão como um tipo de vento, ou ‘fura cão’ como algo que faz mal aos cachorros. “O humor está em todo lugar, logo, por que não na sala de aula? Sem falar que a diversão, o riso e a brincadeira, são próprias da criança”, completa, Maísa.

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